quarta-feira, 2 de abril de 2025

MAURO BALADI (1000 curtas brasileiros)

 



AUTOR: Mauro Baladi

TÍTULO: 1000 curtas brasileiros

EDIÇÃO: 1ª

EDITORA: Edições Guinefort

DATA: 2019

PÁGINAS: 500

ISBN: 9781797898377


Um guia com as informações básicas sobre mil filmes brasileiros de curta-metragem de todas as épocas e gêneros.


segunda-feira, 31 de março de 2025

LÉON CHESTOV (Descartes e Espinosa – Os favoritos e os deserdados da história)

 


AUTOR: Léon Chestov (1866-1938)

TÍTULO: Descartes e Espinosa – Os favoritos e os deserdados da história

TÍTULO ORIGINAL: Descartes et Spinoza – Les favoris et les déshérités de l’histoire

TEXTO-BASE: Tradução francesa de J. Exempliarsky, Mercure de France, tomo 164, 15 de junho de 1923, pp. 640-674

TRADUÇÃO: Regina Schöpke & Mauro Baladi

EDIÇÃO: 1ª

EDITORA: Edições Guinefort

DATA: 2022

PÁGINAS: 55


Nesse artigo, publicado originalmente em 1923, o filósofo Léon Chestov (1866-1938) discute a relação dos filósofos com a sua contemporaneidade, através dos casos exemplares de René Descartes e Baruch de Espinosa. Chestov parte da premissa de que, apesar da sua aparente excepcionalidade, cada filósofo é, sem apelação, um filho do seu tempo.

MÁRIO DE ANDRADE (O movimento modernista)

 


AUTOR: Mário de Andrade (1893-1945)

TÍTULO: O movimento modernista

TEXTO-BASE: Rio de Janeiro: Casa do Estudante do Brasil, 1942

EDIÇÃO: 1ª

EDITORA: Edições Guinefort

DATA: 2023

PÁGINAS: 72

ISBN: 978-6599414336 


Nesta conferência, realizada no Rio de Janeiro, em 1942, o escritor Mário de Andrade faz um balanço do movimento modernista e da Semana de 22, dos quais foi um dos principais participantes. Com um olhar bastante crítico, ele reconhece seus erros e frustrações, embora também identifique no modernismo um importante elemento de libertação dos experimentos estéticos nas artes nacionais.

PIERRE DE MAUPERTUIS (Ensaio de filosofia moral)

 


AUTOR: MAUPERTUIS, Pierre-Louis Moreau de (1698-1759)

TÍTULO: Ensaio de filosofia moral

TÍTULO ORIGINAL: Essai de philosophie morale

TEXTO-BASE: 1ª edição, Berlim, 1749

TRADUÇÃO: Regina Schöpke & Mauro Baladi

EDIÇÃO: 1ª

EDITORA: Edições Guinefort

DATA: 2022

PÁGINAS: 48


Nascido na França, em 1698, Pierre de Maupertuis foi um sábio de múltiplos interesses. Físico, matemático, biólogo e astrônomo, seus escritos abrangem temas avançados como a forma de nosso planeta e a hereditariedade humana. Neste pequeno ensaio filosófico, publicado originalmente em 1749, Maupertuis trata da questão da busca da felicidade e dos meios de alcançá-la, apresentando um contraponto entre as ideias estoicas e o cristianismo. Segundo o filósofo Michel Onfray, esta obra seria a fundadora do utilitarismo francês, tendo influenciado autores como Helvétius e o Barão de Holbach.


LÉON ROBIN (A história e a lenda da filosofia)

 


AUTOR: ROBIN, Léon (1866-1947)

TÍTULO: A história e a lenda da filosofia

TÍTULO ORIGINAL: L’histoire et la légende de la philosophie

TEXTO-BASE: Revue philosophique de la France et de l’étranger, 120 (1935), pp. 161-175

TRADUÇÃO: Regina Schöpke & Mauro Baladi

EDIÇÃO: 1ª

EDITORA: Edições Guinefort

DATA: 2022

PÁGINAS: 27


Um dos mais importantes helenistas do século XX, Léon Robin (1866-1947) trata, neste artigo publicado em 1935, do papel das narrativas lendárias na história da filosofia. Segundo Robin, ao contrário do historiador convencional, que se esforça para eliminar o conteúdo mítico que encobre a realidade, o historiador da filosofia deve levar em conta as anedotas e os mitos como elementos constitutivos da atividade filosófica e da formação da imagem pública do filósofo.


ANÔNIMO (Tratado dos três impostores - Moisés, Cristo, Maomé)

 


AUTOR: anônimo

TÍTULO: Tratado dos três impostores (Moisés, Cristo, Maomé)

TÍTULO ORIGINAL: Traité des trois imposteurs / De tribus impostoribus

TEXTO-BASE: Yverdon: Imprimerie du Professeur De Felice, 1768 = Paris: Librairie de l’Académie des Bibliophiles / Bruxelas: Adolphe  Bluff Libraire, 1867

EDIÇÃO, TRADUÇÃO E NOTAS: Mauro Baladi

EDIÇÃO: 1ª

EDITORA: Edições Guinefort

DATA: 2021

PÁGINAS: 180

ISBN: 978-6599414329


Publicado originalmente em 1768, em uma edição clandestina sem indicação de autor, o "Tratado dos três impostores" é uma poderosa e lúcida crítica às religiões monoteístas, que ainda dominam grande parte da humanidade com promessas mirabolantes, fraudes e trapaças de todos os tipos, em busca de riqueza e poder. Dentro dos fundamentos da filosofia iluminista francesa, em um tempo em que ainda havia algum respeito pela razão humana, o livro denuncia Moisés, Jesus Cristo e Maomé como grandes impostores, por terem se apresentado publicamente como profetas e escolhidos pela divindade para guiar os homens. A edição traz ainda uma outra versão do mesmo tema, em um tratado anônimo de origem obscura publicado na França em 1867.

O SÁBIO ANTIGO (Émile Bréhier)


AUTOR: Émile Bréhier (1876-1952)

TÍTULO: O sábio antigo

TÍTULO ORIGINAL: Le sage antique

TEXTO-BASE: Du Sage antique au Citoyen moderne. Études sur la Culture moral. Paris: Librairie Armand Colin, 1921 (pp. 1-55)

TRADUÇÃO: Regina Schöpke e Mauro Baladi

EDIÇÃO: 1º

EDITORA: Edições Guinefort

DATA: 2024

PÁGINAS: 54

ISBN: 978-6599414343


Conhecido principalmente por sua célebre História da filosofia, Émile Bréhier (1876-1952) dedicou grande parte de sua vida ao magistério, tendo tido até mesmo uma passagem pelo Brasil (como professor de História da Filosofia na antiga Universidade do Distrito Federal, em 1936).
O texto que aqui apresentamos é uma das quatro conferências do ciclo “Do sábio antigo ao cidadão moderno. Estudos sobre a cultura moral”, realizado na École normale d’Instituteurs de la Seine em 1920. Dividida em três partes, a conferência aborda a evolução da imagem do sábio na filosofia grega clássica, desde Platão até os últimos neoplatônicos, com ênfase na concepção estoica - muito influente até os nossos dias.

sábado, 17 de abril de 2021

TRATADO DA SODOMIA (Ludovico Sinistrari)



AUTOR: SINISTRARI, Ludovico Maria (1622-1701)
TÍTULO: Tratado da Sodomia
TÍTULO ORIGINAL: De la sodomie – Exposé d’une doctrine nouvelle sur la sodomie des femmes, distinguée du tribadisme
TEXTO-BASE: Paris: Bibliothèque des Curieux, 1921
TRADUÇÃO: Mauro Baladi
EDIÇÃO: 2ª
EDITORA: Edições Guinefort
DATA: 2021
PÁGINAS: 118
ISBN: 978-6599353727

O padre Ludovico Maria Sinistrari nasceu na Itália, na localidade de Ameno, região de Novara, no dia 26 de fevereiro de 1622. Estudou letras em Pávia e entrou para a Ordem dos Franciscanos em 1647. Foi professor de filosofia e teologia, desfrutando de algum renome, mas interessou-se principalmente pelo estudo do direito (tanto canônico quanto civil). Foi consultor do Supremo Tribunal da Santa Inquisição, em Roma, e encarregado da redação dos novos estatutos da sua Ordem, falecendo em 6 de março de 1701. Seu "Tratado da Sodomia", que integrava uma grande obra sobre os delitos e as penas (publicada em 1700), é basicamente um manual de consulta para os confessores, a fim de orientá-los na punição desse crime - um dos mais graves, do ponto de vista da Igreja Católica. Riquíssima fonte de informações para sociólogos, juristas e historiadores, esse tratado se notabiliza pela grande atenção conferida à sodomia praticada ativamente pelas mulheres (por intermédio do clitóris).

MAURO BALADI - Guia de Filmes (volume 6)


 

AUTOR: BALADI, Mauro
TÍTULO: Guia de Filmes – Volume 6 (Horror & Ficção Científica)
EDIÇÃO: 1ª
EDITORA: Edições Guinefort
DATA: 2021
PÁGINAS: 441p
ISBN: 978-6599353796

Sinopses e informações técnicas de 300 filmes de horror e de ficção científica, das mais diversas procedências.


MAURO BALADI - Guia de Filmes (volume 5)



AUTOR: BALADI, Mauro
TÍTULO: Guia de Filmes – Volume 5 (Comédia)
EDIÇÃO: 2ª
EDITORA: Edições Guinefort
DATA: 2021
PÁGINAS: 425p
ISBN: 978-6599353772

Sinopses e dados técnicos de 300 comédias cinematográficas, das mais diversas épocas e procedências.


MAURO BALADI - Guia de Filmes (volume 3)


AUTOR: BALADI, Mauro
TÍTULO: Guia de Filmes – Volume 3 (Drama)
EDIÇÃO: 2ª
EDITORA: Edições Guinefort
DATA: 2021
PÁGINAS: 477p
ISBN: 978-6599353741

Sinopses e dados técnicos sobre 300 dramas, das mais diversas épocas e procedências.







MAURO BALADI - Guia de Filmes (volume 4)


AUTOR: BALADI, Mauro
TÍTULO: Guia de Filmes – Volume 4 (Horror & Ficção Científica)
EDIÇÃO: 2ª
EDITORA: Edições Guinefort
DATA: 2021
PÁGINAS: 458p
ISBN: 978-6599353758

Fichas com sinopses e informações técnicas sobre 300 filmes de horror e de ficção científica.





MAURO BALADI - Guia de Filmes (volume 2)


 

AUTOR: BALADI, Mauro
TÍTULO: Guia de Filmes – Volume 2 (Horror & ficção científica)
EDIÇÃO: 2ª
EDITORA: Edições Guinefort
DATA: 2021
PÁGINAS: 466p
ISBN: 978-6599353710

Sinopses e informações detalhadas sobre 300 filmes de horror e de ficção científica.






MAURO BALADI - Guia de Filmes (volume 1)


AUTOR: BALADI, Mauro
TÍTULO: Guia de Filmes – Volume 1 (Horror & ficção científica)
EDIÇÃO: 2ª
EDITORA: Edições Guinefort
DATA: 2021
PÁGINAS: 513p
ISBN: 978-6599353703

Informações detalhadas e sinopses de 300 filmes de horror e de ficção científica, de todas as épocas e procedências.


ESBOÇO DE UMA MORAL SEM OBRIGAÇÃO NEM SANÇÃO (Jean-Marie Guyau)


AUTOR: GUYAU, Jean-Marie (1854-1888)
TÍTULO: Esboço de uma moral sem obrigação nem sanção
TÍTULO ORIGINAL: Esquisse d’une morale sans obligation ni sanction
TEXTO-BASE: 13ª edição, Paris: Félix Alcan, 1913
TRADUÇÃO: Regina Schöpke & Mauro Baladi
EDIÇÃO: 2ª
EDITORA: Edições Guinefort
DATA: 2021
FORMATO: 12 x 19 cm
PÁGINAS: 426
ISBN: 978-6599414312


O "Esboço de uma moral sem obrigação nem sanção" recusa os pontos de vista dogmáticos de Kant, que sustenta que a ética se assenta em uma lei universal exterior ao homem. Ao contrário, afirma Guyau, a moral nasce de um princípio imanente que nada mais é que a própria vida. E porque a vida suscita sempre mais pluralidade, existe "anomia", ou seja, "ausência de lei fixa". Em suma, Guyau entende que "a verdadeira autonomia deve produzir a originalidade individual e não a uniformidade individual". Daí a necessidade de uma "moral dos fatos" devolvendo a metafísica à condição de um jogo de hipóteses próprio de cada um. O vitalismo de Guyau inova por não se reduzir a um hedonismo simplório: o homem tem necessidade de viver segundo grandes ideias, sendo a ideia antes de mais nada o resultado de uma força que busca se exprimir. Por conseguinte: "Aquele que não conforma sua ação ao seu mais elevado pensamento está em luta consigo mesmo, dividido interiormente". Guyau rejeita assim o utilitarismo moral de Berkeley - adversário de Kant - para quem nós só agimos de maneira calculista visando o prazer. Quanto ao egoísmo, ele aparece como uma "mutilação" nossa "espontaneidade natural" nos impele, ao contrário, à "solidariedade". A política não se opõe mais à natureza, mas a prolonga. Por ter reaberto a possibilidade de um homem naturalmente moral, Guyau exerceu uma forte influência sobre a filosofia anarquista de Kropotkin, que dedicou a ele um capítulo fundamental da sua Ética. Nietzsche vai igualmente cobrir de notas elogiosas a sua edição do Esboço, encontrando nele os fermentos fecundos de sua "vontade de potência". Porque a vida, escreve Guyau, é "fecundidade" ela é um "poder" que, pelo fato de nos exceder, impõe-se como um "dever" essa "semente do futuro já transbordando no presente".
Philippe Nassif (Philosophie Magazine)

Publicado pela primeira vez em 1885, o "Esboço de uma moral sem obrigação nem sanção" nos propõe uma teoria ética inspirada pelo evolucionismo e a psicofisiologia nascente. Seu princípio, a tendência da vida à mais expansão e mais intensidade, permite a seu autor, Jean-Marie Guyau (1854-1888), situar-se em contraposição às duas tendências da moral - segundo ele: o utilitarismo anglo-saxão e o kantismo continental. Ele o leva também a nos oferecer a perspectiva original de uma moral da vida nesse livro refinado e melancolicamente corajoso (Nietzsche).
(apresentação da edição Belles-Lettres)

Partindo da concepção fundamental da vida intensa e extensiva, Guyau se propõe a investigar aquilo que seria e até onde poderia ir uma moral da qual não fizesse parte nenhum "preconceito", na qual tudo fosse examinado e apreciado em seu justo valor, tanto no aspecto das certezas, quanto no aspecto das opiniões e hipóteses simplesmente prováveis. Para isso, ele distingue a moral racional da moral ordinária. Podemos, aliás, conceber muito bem que a esfera da demonstração intelectual não se iguale em extensão à esfera da ação moral. Nesse caso, o costume, o instinto e o sentimento guiam o homem. É preciso apenas saber que obedecemos, então, aos impulsos mais generosos da natureza humana, ao mesmo tempo que às mais justas necessidades da vida social. A moral científica não deve ter a pretensão de abranger tudo. Ela própria deve trabalhar para delimitar o seu domínio. É preciso que ela consinta em dizer com franqueza: nesse caso, eu não posso prescrever nada imperativamente em nome do dever. Então, não há mais obrigação e nem sanção: apenas os instintos mais profundos permanecem agindo. Cada um, então, fica entregue ao seu "self-government". É a liberdade na moral que consiste na abstenção da regulação científica, todas as vezes em que ela não pode ser justificada com um rigor suficiente. Esse livro pode ser considerado como uma tentativa de determinar o alcance, a extensão e, também, os limites de uma moral exclusivamente científica.
Éditions Allia


BENJAMIN FRANKLIN - Diálogo entre a Gota e o Sr. F.


 

AUTOR: FRANKLIN, Benjamin (1706-1790)
TÍTULO: Diálogo entre a Gota e o Sr. F.
TÍTULO ORIGINAL: Dialogue entre la goutte et M. F.
TEXTO-BASE: Passy: Imprimerie de B. Franklin, 1781
TRADUÇÃO: Regina Schöpke & Mauro Baladi
EDIÇÃO: 1ª
EDITORA: Edições Guinefort
DATA: 2019
PÁGINAS: 30p

Apesar da sua brevidade, o “Diálogo entre a Gota e o Sr. F.” é um desses textos que encantam pela sua simplicidade, mas também – sob o manto da ironia – pela inteligência e profundidade. Afinal, o inesperado “debate” que se instaura entre a “Gota”, a chamada “doença dos reis”, da nobreza e dos intelectuais – por acometê-los mais do que às outras classes, no século XVIII –, e o Sr. F. (Benjamin Franklin, o próprio autor) é realmente fantástico, e não apenas pela doença falar na primeira pessoa com a sua “vítima”, mas porque se trata de desconstruir a própria ideia da doença como sendo um castigo imerecido, uma fatalidade inescapável ou uma crueldade em si. A Gota, de fato, se mostra implacável, impiedosa, mas o é por uma razão das mais justas: ela precisa ensinar ao Sr. F. que é ele o maior culpado pelo seu próprio adoecimento; é o grande responsável por ela, a Gota, ter que visitá-lo, de tempos em tempos, para lhe trazer “conselhos” e advertências necessárias e brutalmente dolorosas.
Escrito provavelmente em 1780 e publicado em 1781, por uma das figuras mais notáveis do século XVIII, o norte-americano Benjamin Franklin, o texto mostra bem o quanto podemos destruir o equilíbrio do nosso corpo por conta de hábitos incorretos, pela preguiça, pelo excesso de conforto e por sedentarismo. Mostra bem, portanto, que a vida é movimento, e que tudo o que fica parado tende a estagnar e a degenerar.
Nascido em Boston, em 1706, Benjamin Franklin foi jornalista, editor, escritor, cientista (tendo inventado o para-raios) e político, participando ativamente de todo o processo de independência dos Estados Unidos e, mais tarde, da luta contra a escravidão em seu país. Espírito profundamente iluminista, Franklin viveu por longo tempo na Inglaterra e na França. Neste último país, onde morou entre 1776 e 1785, exerceu importantes funções diplomáticas que garantiram o apoio francês para a causa norte-americana. Escrito e publicado na própria França, com o título Dialogue entre la Goutte et M. F., o texto é um pequeno e bem-humorado “diálogo filosófico” que aborda os cruciantes sofrimentos provocados pela gota, uma doença das articulações (causada pela dificuldade de eliminação do ácido úrico) que atormentava os grandes sedentários do passado – os chamados “homens de gabinete” –, entre os quais se incluíam os filósofos e os sábios em geral.
É, em suma, um doloroso lembrete de que os seres humanos são uma síntese de matéria e espírito, ou, se preferirem, de corpo e alma, e que privilegiar excessivamente qualquer uma dessas esferas implica em sérios riscos para o nosso bem-estar. Por isso, a epígrafe desse pequeno texto bem poderia ser a célebre máxima de Juvenal: Mens sana in corpore sano.



DICIONÁRIO DAS IDEIAS PRONTAS (Gustave Flaubert)



AUTOR: FLAUBERT, Gustave (1821-1880)
TÍTULO: Dicionário das ideias prontas
TÍTULO ORIGINAL: Le dictionnaire des idées reçues
TEXTO-BASE: Oeuvres complètes de Gustave Flaubert (volume 1); Paris: Louis Conard, Libraire-Éditeur, 1910
TRADUÇÃO e notas: Regina Schöpke & Mauro Baladi
EDIÇÃO: 2ª
EDITORA: Edições Guinefort
DATA: 2021
PÁGINAS: 104p
ISBN: 978-6599353765

Nesta obra (publicação póstuma que não passou de um esboço), Flaubert pretende repertoriar - de maneira bastante irônica - os clichês, lugares-comuns e preconceitos que, em nossa cultura, ocupam o lugar das ideias propriamente ditas. Se o caminho do pensamento é longo e árduo, os atalhos das ideias prontas nos oferecem uma comodidade que, para uma ampla maioria, é cada vez mais tentadora.



DÚVIDAS SOBRE AS RELIGIÕES REVELADAS (Marquesa de Châtelet)


 

AUTOR: CHÂTELET, Émilie du (1706-1749)
TÍTULO: Dúvidas sobre as religiões reveladas – Endereçadas a Voltaire
TÍTULO ORIGINAL: Doutes sur les religions révélées – Adressées à Voltaire
TEXTO-BASE: Paris, 1792
TRADUÇÃO: Regina Schöpke & Mauro Baladi
EDIÇÃO: 1ª
EDITORA: Edições Guinefort
DATA: 2020
PÁGINAS: 121p
ISBN: 978-6599353734

Como parece ser a regra, quando se trata da filosofia clandestina francesa do século XVIII, a obra que ora apresentamos tem uma genealogia bastante confusa e obscura. Na edição que utilizamos, impressa em Paris em 1792, o texto é atribuído explicitamente à marquesa de Châtelet (1706-1749), embora ele tenha sido publicado antes deste período e tudo indica que sem qualquer relação com ela. A marquesa, no entanto, célebre não somente por ser companheira de Voltaire, mas também como uma das primeiras mulheres dedicadas à ciência (no seu caso, a física e a matemática) pode ter, sem dúvida, colaborado com alguns textos em outras obras, apesar dos perigos iminentes que corriam todos os que faziam a crítica da religião. Seja como for, esta edição também traz um prólogo que foi atribuído a ela, de 1739.



VICTOR BROCHARD - Os mitos na filosofia de Platão - O Deus de Espinosa


 

AUTOR: BROCHARD, Victor (1848-1907)
TÍTULO: Os mitos na filosofia de Platão & O Deus de Espinosa
TÍTULO ORIGINAL: Les mythes dans la philosophie de Platon & Le Dieu de Spinoza
TEXTO-BASE: L'Année Philosophique, ano XI (1900), pp. 1-13 / Revue de Métaphysique et de Morale, 1908, pp. 129-163
TRADUÇÃO: Regina Schöpke & Mauro Baladi
EDIÇÃO: 1ª
EDITORA: Edições Guinefort
DATA: 2021
PÁGINAS: 143p
ISBN: 978-6599353789

Compilação de dois artigos do célebre filósofo francês Victor Brochard (1848-1907). No primeiro, publicado em 1900, Brochard discute uma questão filosófica de permanente interesse: que valor dar aos mitos que frequentemente se apresentam nos escritos de Platão? Aparentemente, a postura do filósofo, ao excluir os poetas da sua República, seria a de desqualificar o valor de verdade dos mitos, que não teriam nenhum valor científico. Porém, admitir isso seria condenar a quase totalidade da própria obra platônica à categoria de simples exercício literário - coisa que não foi feita por nenhum dos discípulos do filósofo.
No segundo artigo, publicação póstuma de 1908, Brochard apresenta uma polêmica interpretação da concepção de Deus no pensamento de Baruch de Espinosa. Ao contrário do ateísmo ou do panteísmo que boa parte dos estudiosos atribuíram a Espinosa, Brochard julga que o Deus sive Natura do filósofo é derivado diretamente das tradições judaicas. 




PIERRE DUHEM - Estudos sobre Leonardo da Vinci (1)


AUTOR: DUHEM, Pierre (1861-1916)
TÍTULO: Estudos sobre Leonardo da Vinci (volume 1)
TÍTULO ORIGINAL: Études sur Léonard de Vinci: Ceux qu’il a lus et ceux qui l’ont lu (1er série)
TEXTO-BASE: Paris, Librairie Scientifique A. Hermann et Fils, 1906
TRADUÇÃO: Regina Schöpke & Mauro Baladi
EDIÇÃO: 2ª
EDITORA: Edições Guinefort
DATA: 2021
PÁGINAS: 281
ISBN: 978-6599414305

Esta edição reúne os três primeiros estudos do físico e epistemólogo francês Pierre Duhem (1861-1916) consagrados à análise dos autores que influenciaram o pensamento científico de Leonardo da Vinci (1452-1519) e dos autores que foram influenciados pelos seus escritos inéditos. No primeiro estudo, Duhem investiga o papel das ideias do filósofo e professor alemão Alberto de Saxe (1316-1390) na gênese de algumas das concepções físicas de Da Vinci. No segundo, é a vez de identificar a apropriação de algumas teorias de Leonardo pelo matemático jesuíta espanhol João Batista Villalpando (1552-1608). O terceiro aborda a figura do italiano Bernardino Baldi (1553-1617), religioso, matemático e historiador que também desenvolveu, sem o devido reconhecimento, algumas das ideias de Leonardo.